Chega a 228 o número de mortos identificados na tragédia de Brumadinho




Debris are seen in an area next to a dam owned by Brazilian miner Vale SA that burst, in Brumadinho, Brazil January 25, 2019. REUTERS/Washington Alves

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

A Defesa Civil de Minas Gerais contabilizou 228 mortes em decorrência do rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho (MG). O número inclui três corpos identificados desde o último balanço, feito no dia 11. A atualização, divulgada neste domingo (14), registra 395 pessoas localizadas e 49 desaparecidos.

Localizada nas proximidades de Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, a barragem da Mina do Córrego do Feijão rompeu-se em janeiro, resultando na morte de funcionários da Vale e de moradores da cidade, além contaminar o Rio Paraopeba, responsável por 43% do abastecimento da região.

Em decorrência do episódio, a Vale responde a processo na Justiça por reparação de danos às vítimas e ao meio ambiente. A empresa já teve mais de R$ 13 bilhões bloqueados por decisão judicial.

AQUI: Brumadinho: Dois meses depois, Vale tem 13 bi bloqueados na justiça

Editorial: O que é preciso ser dito sobre Brumadinho

Governo Pimentel (PT) aprovou licença da Vale para córrego em Brumadinho mesmo com erros no projeto

Em março, representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciaram, em audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que a mineradora estava atrasando pagamentos emergenciais às famílias afetadas.

Diante da situação, entidades representativas de trabalhadores vítimas do rompimento da barragem da Vale informaram ter entrado com uma ação coletiva contra a mineradora. Nela, pedem R$ 5 bilhões em indenizações por danos morais coletivos e sociais provocados pela empresa.

As entidades reclamam reparação por danos morais tanto às famílias dos funcionários que morreram durante a tragédia como aos trabalhadores sobreviventes.




Avatar
Sobre Leonardo Oliveira Brito 542 Artigos
Estudante na formação, jornalista na alma e na prática. Passou pela Agência Jovem de Notícias durante a Rio+20, foi repórter do projeto CDD NA TELA, ainda passou pelos sites Destino ATW, Na Tijuca, Carnavalesco e SRZD cobrindo de forma destacada os Carnavais de 2015, 2016 e 2018 e foi integrante do exitoso projeto de jornalismo comunitário da REDE GLOBO, Parceiros do RJ entre 2013 e 2014. Autor do Blog do Léo desde 2016, se viu na função e na obrigação de criar um novo veículo, diante da lacuna que a cidade enfrenta e da crise, superada pelo trabalho.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.




Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.