Clarissa Garotinho promete reavaliar contratos abusivos para a cidade, como o do VLT, feito por Eduardo Paes
A candidata Clarissa Garotinho (PROS) fez campanha, nesta segunda-feira (26/10), na região da Central do Brasil. Clarissa conversou com eleitores e, especialmente, com moradores das comunidades e dos bairros vizinhos. Na estação do VLT Cristiano Ottoni, a candidata fez um pequeno comício-relâmpago e anunciou que vai rever o contrato da Prefeitura do Rio com a concessionária que administra o sistema de Veículo Leve Sobre os Trilhos.
“O contrato do VLT do Centro da cidade é o maior escândalo que existe. O Eduardo Paes assinou um acordo prevendo que, se não andarem 250 mil passageiros todos os dias no VLT, a prefeitura vai pagar pela diferença. O resultado é que hoje o município é obrigado a pagar, todos os dias, pelos 141 mil passageiros que não andam no VLT. É o passageiro-fantasma. Contratos como esse estão espalhados por toda a cidade, estão consumindo os recursos públicos”, disse Clarissa, afirmando que vai rever esses contratos abusivos, para retomar a capacidade de investimento na cidade.


Clarissa também lamentou o estado de abandono do prédio onde funcionou o restaurante popular da Central do Brasil. Moradores e comerciantes da região pediram a reabertura do serviço, lembrando que atendia não apenas a quem vive nas comunidades próximas mas tabém aos ambulantes e trabalhadores da região e até aos moradores de rua.
“Nesse restaurante, mais de duas mil pessoas podiam almoçar diariamente por R$ 2. Infelizmente, o governo se preocupa com muitas coisas, mas não se preocupa com aquilo que é básico, que faz diferença na vida das pessoas. Como prefeita, eu vou reabrir o restaurante popular da Central do Brasil, assim como eu fiz com o de Bangu, o de Campo Grande e o de Bonsucesso, disse ela.
A candidata ressaltou ainda que é preciso dar atenção especial à população que não tem onde morar. Clarissa lembrou que, hoje, há 17 mil moradores de rua no Rio e meio milhão de pessoas vivendo em em áreas de risco na cidade.
“O Crivella prometeu cuidar das pessoas, mas, infelizmente, isso não é realidade. O Rio é o retrato do descaso e do abandono com as pessoas. Nós precisamos entender que, para a população de rua, nós precisamos de soluções diferentes para problemas diferentes. Há quem precise de acolhimento, como as mulheres vítimas de violência doméstica que precisam sair de casa mas não tem para onde ir e os trabalhadores que dependem dos hotéis populares; e quem precise de tratamento porque está perdido para as drogas”, afirmou Clarissa.
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CONHEÇA OUTRAS PROPOSTAS DE CLARISSA GAROTINHO PARA ASSISTÊNCIA SOCIAL, FAMÍLIA E DIREITOS HUMANOS
1 – Criar um grande ‘cinturão’ de defesa social, com a reabertura de projetos encerrados por administrações anteriores e a criação de novos programas sociais.
2 – Municipalizar e reabrir todos os restaurantes populares localizados na cidade do Rio de Janeiro.
3 – Em parceria com a Supervia, reabrir o programa de café da manhã nas estações de trem com maior movimento na cidade do Rio.
4 – Apoiar o governo federal na implementação de programas de transferência de renda na cidade do Rio de Janeiro, com complementação de recursos para as famílias mais pobres.
5 – No combate à fome e ao desperdício de alimentos lançaremos programa de segurança alimentar. A prefeitura criará um centro de processamento de alimentos que reaproveitará alimentos bons para o consumo. A base de alimentos será lavada, descascada, acondicionada e embalada.
6 – Atuar incansavelmente para atender às demandas da população em situação de rua, que vem aumentando consideravelmente em nossa cidade. Esse público possui um perfil muito variado, pois motivos diferentes levam as pessoas para as ruas. Desenvolveremos uma estratégia de acolhimento diferenciada que atenda a cada um desses perfis, evitando o retorno do acolhido à situação anterior. Para isso, vamos:
a) Fortalecer as equipes de acolhimento da população em situação de rua. Elas serão multidisciplinares e atuarão 24 horas por dia, nos sete dias da semana, oferecendo alternativas adequadas para os diversos perfis encontrados.
b) Reestruturar as unidades de acolhimento da cidade, garantindo segurança, higiene e alimentação de qualidade. Todos os abrigos contarão com equipe multidisciplinar para orientar e encaminhar os abrigados para programas estratégicos.
c) Construir uma política de trabalho e emprego com essa população, incentivando a qualificação profissional, o cooperativismo e a realização de ações voltadas para a economia solidária.
d) Desenvolver uma política de reinserção familiar dessa população.
e) Criar uma política habitacional, incluindo moradores em situação de rua, em
programas de habitação popular.
f) Incentivar a matrícula desse público na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
g) Criar a Casa da Criança com o objetivo de acolher crianças em situação de rua. Contaremos também com uma unidade de entrada para atender crianças vítimas de violência ou violação de direitos.
h) Ampliar o número de Centros Pop para atendimento de população em situação de rua.
7 – Realizar estudos para a implantação de novos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) no município, além de fortalecer os já existentes.
8 – A Prefeitura do Rio vai tratar a questão da dependência química como um problema de Saúde Pública. Vamos:
a) oferecer tratamento aos dependentes químicos em clínicas próprias ou conveniadas;
b) mapear todas as áreas públicas da cidade utilizadas por usuários para consumo de
drogas;
c) montar equipes multidisciplinares para atuar nessas regiões, com a oferta de
tratamento e outras soluções pelo Poder Público;
d) oferecer tratamento terapêutico aos usuários que não necessitem de internação.
9 – Trabalhar em parceria com a Secretaria Municipal de Urbanismo para desenvolver projetos de requalificação urbanística de áreas degradadas utilizadas com frequência por usuários de drogas.
10 – Criar um programa de localização de desaparecidos e integrar suas ações à Coordenadoria de Desaparecidos do ERJ.
11 – Utilizar dados, estudos e pesquisas do Observatório Nacional da Família na elaboração de políticas públicas voltadas para o setor. Trabalharemos para que o governo federal reconheça o Rio de Janeiro como Município Amigo da Família (PM
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