Show Like 2.0 encantou alunos e família do homenageado
Foi só emoção o show Like 2.0, no Projeto Recreio com Dó Ré Mi, que homenageou o compositor, escritor e cronista Aldir Blanc, no Colégio Estadual Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro ontem (09/10). Mais de 400 pessoas da comunidade escolar e da família Blanc assistiram o espetáculo num enorme ginásio, respeitando as normas sanitárias vigentes. O projeto foi realizado com recursos do Edital Retomada Cultural da Lei Aldir Blanc e houve transmissão online no canal do You Tube do grupo nas apresentações da manhã e à tarde.
As filhas de Aldir Blanc, Mariana e Isabel acompanhada da filha, e a diretora geral Teresa Pimentel, receberam flores e presentes da secretária de Cultura e Economia Criativa do RJ, Daniele Barros, que ressaltou o legado do músico à arte brasileira, homenageado com seu nome na lei que socorreu o segmento artístico, no momento do isolamento social que deixou os artistas sem trabalho. “É uma honra pra nós ver o nome do meu pai ser perpetuado como legado cultural com a Lei Aldir Blanc. Fico muito emocionada e toda a nossa família agradece, porque estes momentos nos fortalecem, nos acarinham e confortam” –destaca a filha Isabel Blanc, professora do C.E. Paulo de Frontin –após o show e a música O Bêbado e a Equilibrista interpretada pela solista Anna Clara Santos–, se declarou “hipnotizada com a animação, cada um mostrou seu brilho individualmente, dentro desse grande espetáculo!”

“Para o Dó Ré Mi é mais que uma honra, é um marco participar desta homenagem ao Aldir, um dos gigantes da música brasileira. Fazer este projeto é estar com nosso público ao vivo e a apresentação já faz parte das comemorações dos 20 anos” –destaca o maestro Leonardo Randolfo, diretor do grupo que canta, dança, atua, e vem encantando o Brasil. O show Like 2.0 é a mais nova montagem, com pegada teen e explosão de energia. Nas redes: @oficialdoremi
O diretor do C.E. Paulo de Frontin, Fabio Cruz, considerou as apresentações de “altíssimo nível, com jovens de escola pública como nossos alunos” e sugeriu que seja uma inspiração para eles. A coordenadora, Celia Zarot, disse ser “fundamental para o desenvolvimento dos alunos adolescentes o contato com a arte, até porque eles não têm tido esse acesso”. O projeto foi realizado com recursos do Edital Retomada Cultural da Lei Aldir Blanc, por meio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do RJ. “Fizemos a maior entrega com recursos da cultura pela Lei Aldir Blanc; 2400 projetos culturais em mais de 70 municípios. Houve vários projetos lindos e este do Dó Ré Mi presta uma homenagem mais que especial, neste local familiar e onde, certamente, Aldir se sentiria em casa”-concluiu a secretária Daniele.
Depois de um ano e meio longe dos palcos, em outubro o Dó Ré Mi integrou a agenda de apresentações comemorativas dos 90 Anos do Cristo Redentor, aos pés do monumento. Estreou seu show Like 2.0 a caminho das celebrações que irão acontecer até outubro de 2022, coroando com a festa dos 20 anos. Egresso de um projeto social numa escola pública, com um longo trabalho veio a conquista do espaço artístico. O espetáculo conta mais de 20 canções, seis inéditas mescladas aos grandes sucessos de repertório do grupo, coreografias exclusivas, novo figurino e produção musical de Umberto Tavares.
ALDIR BLANC Nascido no bairro carioca do Estácio e médico de formação, Aldir Blanc já compunha quando optou por largar o ofício. Além de livros e crônicas, deixou seu nome eternizado na música brasileira com uma vasta obra, sendo a mais conhecida composição, O Bêbado e a Equilibrista, sucesso na voz de Elis Regina. Parceria com João Bosco –a mais duradoura e uma das mais importantes da música brasileira –esta canção teve como inspiração a morte de Charlie Chaplin e o viaduto que aparece nos primeiros versos, faz referência ao Elevado Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro. Composta na década de 1970, virou ainda o hino informal da Lei da Anistia em tempos de ditadura.
O DÓ RÉ MI Sua rica trajetória, iniciada como um coral tradicional, há quase vinte anos, numa escola pública, conta com cinco montagens especiais a partir da nova fase performática; álbum com participação de grandes artistas, além de shows com Milton Nascimento, Daniel, Leila Pinheiro, Danilo Caymmi, Bibi Ferreira, Erika Ender, Simone, Simoninha, Mafalda Minnozzi, entre outros. Uma história sólida, que já transformou a vida de centenas de crianças e jovens, com enorme persistência, criatividade, garra e paixão, bagagem esta que sustenta o grupo, com formação pioneira no país. O Dó Ré Mi conta com equipe multidisciplinar que desenvolve as potencialidades e aprimora o talento de cada artista de seu elenco, sob a batuta do maestro Leonardo Randolfo.
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