Após aumento do número de casos, Paes admite que se “comunicou mal” sobre “reabertura” mas quer réveillon

Na apresentação dos novos dados epidemiológicos da cidade, o prefeito Eduardo Paes admitiu que foi infeliz ao se expressar referente a um plano de reabertura das atividades, anunciado na semana passada.

Agora, a Prefeitura do Rio prorrogou até 23 de agosto as medidas restritivas na cidade, mesmo com 80% de pessoas vacinadas com uma dose.

A ideia da prefeitura era liberar estádios, boates e o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em três etapas diferentes, em setembro, outubro e novembro. A alta é considerada “leve, mas importante”, e é fruto da maior circulação da variante Delta.


O número de casos estavam em queda nos meses de maio e junho, mas voltaram a aumentar em julho e em agosto. Nas últimas duas semanas, o número de casos semanais passou dos 6 mil. A secretaria municipal de Saúde avalia como um aumento ainda leve, mas considerável, e o índice faz o prefeito do Rio pensar reavaliar o plano de reabertura

Paes afirmou que a retomada das atividades está relacionada ao controle da disseminação do coronavírus e que aumentos significativos do contágio podem interromper o retorno à vida normal.

“Está claro que há um novo aumento no número de casos de Covid-19 – algo que não ocorria há semanas. Isso me leva a reafirmar que eu, talvez, tenha comunicado mal. Quando anunciamos uma programação de reabertura, isso não quer dizer que a situação está sob o controle. Vou enfatizar: todo o nosso planejamento guarda relação com a evolução do cenário epidemiológico. Se continarmos com o registro desse aumento de casos, a tendência não é de abrir, mas fechar mais. Se o cenário epidemiológico piorar, acabou o plano de abertura”.

É contando com esse cenário que o prefeito pretende organizar réveillon e carnaval. O caderno de encargos do réveillon já foi entregue para que empresas possam se interessar na festa

Nesta quinta-feira (5), vários sindicatos e associações se uniram e mandaram uma carta à Prefeitura do Rio repudiando a possibilidade de flexibilização, de reabertura. No primeiro trecho, a carta diz que “a letalidade por Covid-19 é superior às taxas dos municípios de Manaus e São Paulo”

Em outro trecho, eles dizem que “as atuais vacinas conferem proteção contra óbitos, no entanto, padrões de transmissão já elevados podem se agravar em função de variantes do vírus”.

Num último trecho da carta, eles reforçam que” mais flexibilização em uma cidade na qual circulam transportes coletivos lotados e pessoas sem e/ou uso inadequado de máscaras e onde seguimos sem testagem para rastreamento e vigilância genômica precária são medidas que não conduzem à saída da crise.

O presidente do Sindicato dos Médicos/ RJ, Alexandre Telles, também comentou as medidas. “Nós vivemos um aumento do número de casos pela variante Delta. Então, é muito preocupante que, apesar de a vacinação estar avançando e é um ponto positivo, é preocupante qualquer medida de flexibilização”, disse Telles.

Medidas

bares, lanchonetes, restaurantes e quiosques

permissão para consumo apenas de clientes sentados com distância mínima de 1,5 metro
mesas e cadeiras limitadas a oito ocupantes
música ao vivo permitida

casas de espetáculo, concertos e apresentações

permitidos, com distanciamento mínimo de 1,5 metro entre participantes
lotação máxima de 40% em locais fechados
lotação máxima de 60% em locais abertos, apenas com público sentado

rodas de samba

permitidas, com distanciamento mínimo de 1,5 metro entre participantes
lotação máxima de 40% em locais fechados
lotação máxima de 60% em locais abertos, apenas com público sentado

boates, danceterias e salões de dança

seguem proibidos, assim como festas com vendas de ingresso em áreas públicas e particulares.

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