Opinião do BLOG: Procura se um jornal

Causa me espanto o equivocado editorial publicado hoje no Jornal do Brasil, o que voltou agora chamado “Procura se um Prefeito” onde faz uso do mau jornalismo já praticado pelo Jornais O Globo e EXTRA onde acusa o prefeito Marcelo Crivella de omissão administrativa, numa clara mentira.

Eu, que achava que o JB iria se diferenciar do Globo, e até chegou a acontecer no caso Lula numa cobertura diferente, o que é normal já que o JB é a princípio, mais a esquerda do que o Globo, mais conservador porém querendo entrar na narrativa de esquerda numa questão oportunista.

O Globo chegou ao cúmulo de pedir Impeachment. Normal tratando se desse jornal.

Mas não o fez quando Pezão declarou falência do estado e se mostrou inepto como governador, mas este é sócio da casa.

Não seja oportunista, Jornal do Brasil.

Mais, critiquem o prefeito pelos argumentos certos.

O Jornal aponta os casos das falhas da Prefeitura, já admitida em Manguinhos pelo próprio Prefeito cujos camelôs, moradores da área estão sendo ressarcidos pelo poder público.

O Jornal acusa Crivella de omissão. Piada e velha. De muito mau gosto. Diariamente Crivella, ao contrário do antecessor aparece trabalhando pela cidade do Rio de Janeiro nas localidades mais pobres que não tem cinco reais para comprar o exemplar do jornal.

Todos os dias obras são anunciadas, só ir as comunidades saber o que está sendo feito.

Vamos anotar no papel e cobrar as obras depois? Isso que deveria ser feito.

O editorial fala da questão da saúde, dominada pelas Os, que nem sempre apresentam bom histórico de atendimento, só vendo o que aconteceu nos contratos recentes do Governo do Estado.

O texto ainda erra de forma grave ao criticar um governo que está buscando e já conseguiu mais verbas na saúde do que o que a mídia, leia se Globo falou: as Clínicas da família iriam fechar.

Nenhuma fechou.

Crivella pretende, de fato com menos recursos aumentar o atendimento na saúde em 2018.

Em 2017 a prefeitura arrecadou um bilhão a menos do que investiu.

Os investimentos crescem a medida que se está fazendo algo. Ou seja, a ausência não se justifica.

A chamada crise na saúde, mais com cara de invenção da Globo do que realidade acabou e o jornal, que sequer cobre direito o Rio de Janeiro não falou mais nada sobre. Cadê a crise?

As verbas mandadas pelo Temer chegaram. O próprio Crivella anunciou mais verbas e remédios.

A responsabilidade que sempre foi dividida entre Governo Federal, Estadual e Municipal sempre teve problemas, um dos casos era o descaso do antigo Prefeito.

Mas o jornal chega ao absurdo de falar dos transportes. É absurdo o nível do jornalismo ou da ausência dele ao criticar o único governo que bateu de frente com a máfia dos transportes, sócia do PMDB por muitos anos.

Quem sucateou os ônibus foram as empresas, que por conta dos aumentos sempre concedidos todos os anos pioraram o serviço num claro jogo de compadres entre o Governo Paes e os empresários do setor.

A passagem abaixou e a Prefeitura briga a cada dia por essa questão com os concessionários que se pudessem aumentavam a passagem pra 5,00.

Valor que paga uma edição deste jornal.

Ou um ou outro cede. Ou as empresas ou a Prefeitura.

Se a prefeitura ceder, pior para a população que fica sem ar condicionado no coletivo e pagando mais caro por um serviço ruim.

Crivella ainda afirmou que se nada mudar, novas licitações irão acontecer.

As obras nas escolas, o trabalho da Secretaria que cuida da questão do morador de rua, que é um terreno espinhoso deve ser observada.

Em relação as viagens, coisa que todo governante faz inclusive Lula, apoiado pelo jornal fez muito durante seus governos Crivella é atacado.

O jornal erra ainda mais ao achar que uma Prefeitura que já diminuiu a dívida do município, que já reabriu os restaurantes populares e atendeu mais de 100 mil pessoas, que fez o mutirão da Catarata, exemplo de sucesso da Prefeitura, que está cuidando das pessoas e não de obras, de empreiteiras como o Paes, que aparecia mas era o chamado “rouba mas faz” e está inelegível (parece que a mídia não se lembra disso).

Há dificuldades enormes na gestão pública e o editorial além de equivocado reforça uma visão elitista e preconceituosa da mídia carioca contra os evangélicos no poder, ainda mais pertencendo a mídias concorrentes a sua.

Há uma cidade que após a Olimpíada ficou em frangalhos, com uma arrecadação baixa e que agora está se recuperando.

A cidade do Rio enfim começa a se recuperar e Crivella começa a colocar a cidade nos eixos. Não com grandes obras mas sim com trabalho para a população.

E vemos uma mídia no Rio de Janeiro que a procura de isenção, bate sem noção.

Falta a Crivella mais postura na hora de responder aos ataques infames. De fato. Falta mais firmeza ao responder aos ataques.

Por isso que o Rio de Janeiro carece de bons veículos de mídia, é por isso que o Rio carece de opções, é por isso que o Rio precisa de novos jornais, novos veículos de comunicação.

É por isso que na busca do bom jornalismo não se pauta o que é feito de bom e de ruim, mas no caso da atual Prefeitura, só se busca o que é ruim.

Não, não se procura um Prefeito.

Ele está trabalhando.

Aliás, ele esteve com o povo, no restaurante popular, fato noticiado no próprio jornal.

Agora sim, procura se um jornal que acerta em várias matérias mas quando erra, erra e feio.

Procura se um jornal que fale para todo o Rio e não só para a Zona Sul.

Pior, sequer faz uma cobertura decente da cidade do Rio. Não tem o que falar.

Por isso essa lacuna na imprensa precisa ser preenchida.

O editorial é esse aqui

“Haverá de caber a Deus, com todas as suas forças e misericórdia, a tarefa de ajudar o carioca a descobrir onde está o prefeito Marcello Crivella, homem que, dizendo-se de fé, conseguiu o supremo milagre de desaparecer. Sumiu numa espécie de transubstanciação. E, se alguém o vir, que cuide de anunciar o paradeiro, em nome do bem público. Dizer isso pode parecer, à primeira vista, mero exercício de ironia, mas não há na história desta cidade um prefeito que tenha manifestado tamanha vocação, ou devoção, para a ausência e para o descaso, comportamento que conita e se choca com os gritantes problemas que vivemos, desses que são verdadeiramente cusparadas na cara da população. O Rio assumiu o direito de se proclamar cidade abandonada, ao padecer de carências enormes, cada qual aprofundada no dia a dia, sob o olhar de paisagem do senhor Crivella. Onde estará sua excelência? Aonde foi? O jornal, procurando pinçar, no cotidiano, razões de críticas inquestionáveis, acaba de mostrar o padecimento de Manguinhos, onde o caos chegou a tal dimensão, que tem tudo para dispensar outros exemplos. Mas eles existem, e não menos sensíveis. Comecemos por pedir o testemunho de trabalhadores, servidores, estudantes e donas de casa, essa multidão obrigada a se valer do transporte coletivo. Não há quem discorde: esse serviço, um dos primeiros entre os mais essenciais, evoluiu da ineciência para o descontrole total. O Rio, lamentavelmente, passou a ser citado entre as capitais mais caóticas no sistema de transporte. O desconforto e a insegurança dos usuários desses ônibus contrastam, em dimensão astral, com o conforto principesco notado nas viagens do prefeito. Ele, aliás, costuma, coincidentemente, estar fora nos momentos mais importantes da cidade. O carnaval e as tragédias dão o exemplo.

Por outro lado, manda a justiça creditar-se ao prefeito Crivella algo de difícil concepção. Ele consegue, com monumental omissão, fazer o Rio ter serviços de saúde piores, se comparados com outros centros. Os encargos na prestação de assistência e atendimentos são, de fato, divididos entre as autoridades federais e estaduais, mas é nas ações suplementares conadas à participação da prefeitura que os problemas evoluem da ineciência para a tragédia. Em larga folha de omissões, ele também contribui para aprofundar a gravidade do drama dos moradores de rua. São milhares, esses deserdados, que, sendo vítimas do modelo social que se pratica, nem por isso podem ser relegados aos abandono total. Têm eles, na desventura do teto ausente, o mesmo destino das preocupações da administração municipal com a economia produtiva, aquela que gera impostos e abre empregos.

Quando muito, o que dela se obtém é a cômoda transferência de responsabilidades: a União e o Estado não fazem; então, que as autoridades municipais deem as costas. Com isso, hasteou-se a bandeira do nada-a-fazer, porque o problema é com outros, ainda que o povo sofra as dores. Crivella revela-se jejuno em matéria de gestão. Longe a intenção de promover ressalvas de natureza pessoal, mas recorrendo à realidade dos fatos, é dever de consciência denunciar que ele não está à altura do Rio de Janeiro, cidade que, por sua grandeza histórica e, por força dos muitos problemas acumulados em desgovernos, tem tudo para exigir melhor destino. Certamente que ele já percebeu suas limitações, mas sem coragem suciente para admiti-las. Quando muito, quando as cobranças se intensi-cam, acuado, apresenta-se como homem de fé e apela para Deus, sem temer que é exatamente na transcendência que não há perdão para os omissos. A se conrmar a sinceridade de sua crença, é possível que já tenha lido a advertência de Isaías: “Ai, de mim, que me calei”. Outros cristãos sentenciariam Crivella com o Sermão da Dominga: a omissão é o grande pecado que se faz, não fazendo.”

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