Parece que o prefeito Eduardo Paes quer mesmo é agradar o presidente Jair Bolsonaro.
Depois do aval do Supremo Tribunal Federal (STF), cerca de 100 prefeituras formalizarão na segunda-feira (1º de março) a criação de um consórcio para a compra de vacinas contra a Covid-19. A decisão foi tomada neste sábado (27). O Rio de Janeiro ficou fora. Em reunião com o presidente Bolsonaro, Paes sinalizou que vai seguir o Plano Nacional
O grupo inclui capitais como Curitiba (PR), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Cuiabá (MT), Porto Velho (RO), Manaus (AM), Campo Grande (MS) e Aracaju (SE), além de cidades como Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP) e Petrolina (BA).
Segundo Jonas Donizetti (PSB), presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), cerca de 100 municípios confirmaram interesse. “Nossa primeira opção é que as compras de vacinas sejam feitas pelo governo federal. Mas não podemos ficar de braços cruzados”, afirmou à CNN.
A primeira medida do consórcio será preparar uma minuta – a exemplo do que já foi aprovado na Câmara Municipal de São Paulo – para liberar os municípios para fazer as compras. No Brasil, a compra de imunizantes cabe ao governo federal.
Também na próxima semana alguns representantes dos prefeitos devem visitar a fábrica da União Química, representante no país da vacina Sputnik V, desenvolvida na Rússia. A vacina russa teve seu pedido de uso emergencial recusado pelas autoridades sanitárias brasileiras por falta de documentos.
A iniciativa das prefeituras ocorre em meio à falta de doses para incrementar as campanhas de vacinação e ao avanço da pandemia, que está saturando os sistemas de saúde. A ocupação de leitos de UTI já supera 80% em vários municípios.
Além do consórcio, as cidades de São Paulo e Salvador negociam diretamente com a Pfizer, cuja vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e vem sendo aplicada em cerca de 70 países.
No Rio pode faltar vacina
Apesar da vacinação em três dias nessa semana. não há nova previsão da chegada de novas doses
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