Dançava na chuva doce da alma.
Via uma poça encharcada
No azedume do vinho,
E dormia num ninho
Que conjurei em teu abraço.
Um afago animado, anteposto
Ao meu posto de sempre amar-te.
Fui presa dócil, infame,
Do tempo passado de instante
E da boca estrelada num céu.
Da vanguarda apaziguada ao léu
E de passos de amor desconcertados,
Deixou-me cicatrizes em pés estirados,
Na melodia, a tocar como uva,
Enquanto dançava na chuva.

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