Assim que Marcelo Crivella saiu, assumiu Jorge Felippe, presidente por cinco vezes consecutivas da câmara dos vereadores do Rio de Janeiro. Importante lembrar que ele teve essa prerrogativa por conta da morte do então vice prefeito Fernando Mac Dowell, em 2018.
Em nove dias, não dá pra fazer muita coisa. O que ele quis fazer foi continuar a transição com Eduardo Paes, numa espécie de início de mandato do atual gestor.
Duas medidas chamaram atenção: a mudança no nome da Estrada do Cabuçu, em Campo Grande, para Estrada Daniel Malafaia, em homenagem ao Bispo evangélico morto no fim do ano e a busca para o pagamento do décimo terceiro dos servidores do município, promessa que Crivella pretendia cumprir.
Jorge Felippe, em entrevista a Globo afirmou que o dinheiro estava disponível, por causa de doação da Câmara e também do próprio caixa da prefeitura. Hoje Eduardo Paes sofre para pagar esse valor, mas Jorge Felippe disse que tinha dinheiro
Jorge Felippe é uma figura antiga na política. Desde 1996, quando também Eduardo Paes foi eleito, está em todas as legislaturas do Rio de Janeiro. Como presidente da câmara, estava desde 2006, o que é inacreditável, do ponto de vista da alternância de poder mas agora viabilizou a chapa única que coloca Carlo Caiado, como presidente da câmara.
Jorge Felippe também é pai de Wanessa Felippe, mulher de Rodrigo Bethlem, que trabalhou para Marcelo Crivella.
Em nove dias, não deu pra fazer muita coisa, buscou mostrar serviço, mostrar que estava fazendo, mas ao mesmo tempo foi o início de gestão de Eduardo Paes.
Para a política, Jorge Felippe tem a sua importância mas vai faltar uma postura crítica ao governo, ainda mais que colocou o neto Jorge Felippe, na secretaria de trabalho e renda.
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