Ex-lutador celebra saúde após um ano de transplante tríplice


Cirurgia rara e de alta complexidade permitiu ao paciente, ex-campeão brasileiro de jiu jitsu, a retomada das funções cardíaca, hepática e renal de uma só vez

A saúde em primeiro lugar. Esse é o lema de José Honório da Silva Filho, de 56 anos, ex-campeão brasileiro de jiu jitsu.

Há um ano, ele realizou o primeiro transplante triplo da América Latina no Hospital São Lucas, em Copacabana. O procedimento durou nove horas e ele se recuperou bem. Hoje está 100% com a saúde restabelecida.


Foi uma cirurgia difícil e a equipe médica precisou “treinar” bem antes, com simulações orientadas por especialistas da Universidade de Miami, que já realizaram até ano passado cinco transplantes como este.


O quadro de saúde de José Honório era crítico, pois sofria de insuficiência cardíaca, cirrose hepática e disfunção renal e já apresentava histórico de insuficiência cardíaca, quando identificou complicações nos demais órgãos.

Durante o procedimento, três cirurgiões cardíacos faziam as ligações do coração, enquanto quatro cirurgiões abdominais trabalhavam nas conexões do fígado de forma simultânea. Após a estabilidade da circulação sanguínea, foi concluído o implante do rim.

Referência em cirurgias de alta complexidade e transplantes, o Hospital São Lucas Copacabana realizou o procedimento, raro no mundo e bem sucedido, sendo o primeiro transplante tríplice – coração, fígado e rim realizado de uma só vez.


A equipe médica, liderada pelo cirurgião Eduardo Fernandes, especialista em transplante de órgãos do abdômen do São Lucas Copacabana, realizou com presteza e excelência a cirurgia que durou mais de onze horas, envolvendo cerca de 20 profissionais. A inovação veio pela aplicação da técnica americana, ao implantar por bloco o coração e o fígado acoplados, seguido do rim.

“Essa técnica otimiza o tempo de cirurgia, proporcionando mais rapidez e eficácia durante o transplante, o que facilita a reabilitação pós-operatória do paciente”, explica Fernandes. Além dele, também participaram do procedimento o cirurgião cardíaco Rodrigo Segalote e o cirurgião nefrologista Pedro Túlio, corresponsáveis pelo transplante do coração e do rim, respectivamente.

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