O prefeito Eduardo Paes tá incomodado e “muito impressionado” com as críticas em relação a venda do Palácio Capanema. Cabe lembrar que o alcaide esteve nesta última sexta em um feirão de imóveis que anunciou os imóveis a serem vendidos da cidade
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O prefeito se referiu ao palácio, uma joia da arquitetura moderna, como “um prédio estatal” que “as pessoas defendem sem nunca ter frequentado”.

Talvez Eduardo Paes, que já tentou vender o prédio da Escola Municipal Cícero Penna e pensa em vender outros imóveis da cidade, não tenha a real noção de que os prédios não são apenas estruturas físicas, mas que representam muito mais do que isso.
O Palácio Capanema tá indo na xepa do Governo Bolsonaro, que acha que vender o país é o caminho.
É importante lembrar que esse edifício tem história. Em 1943, o Palácio Capanema foi escolhido o edifício mais avançado do mundo, em construção, pelo Museu de Arte Moderna de Nova York.
O lançamento da pedra fundamental homenageou o então ministro da Educação, Gustavo Capanema.
O anúncio da privatização que inclui ainda os prédios Central e A Noite teve reações imediatas.
Marcelo Calero, fiel escudeiro da tropa de choque de Paes discordou do prefeito.
“Nós não estamos falando de um lugar abandonado, ao contrário. Mais do que isso, estamos falando de um verdadeiro marco civilizatório na História do nosso país. É impensável que o Brasil deixe de contar com um patrimônio dessa natureza. Apenas um governo totalmente dissociado da nossa cultura, um governo que não tem o menor compromisso patriótico pensaria, de fato, em se desfazer de um prédio tão icônico como o Palácio Capanema”, afirma.
Mas segundo o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia. Diogo Mac Cord, o Palácio Capanema não recebeu nenhuma proposta de compra até o momento.
Eduardo Paes finge desconhecer que no Palácio Gustavo Capanema tem bibliotecas, auditórios, teleporto, centro de memória, cursos, inclusive mestrado.
Confira a declaração
A arquiteta Maria Elisa Costa, ex-presidente do Iphan, já resumiu esse tipo de manifestação, como a de Paes, em três palavras: “atestado de ignorância”.
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