Nem sempre os assuntos que tratam de segurança pública e polícia despertam a atenção dos jovens, mas no caso de Thalía Oliveira, natural da cidade de Paraty, o interesse vai além do comum. Além da pesquisa, a jovem tem o sonho de se tornar delegada para atuar na Delegacia da Mulher, onde ainda pretende fazer mais estudos.
Thalía pesquisa sobre a segurança pública do Rio e possui dois artigos que tratam sobre a precarização do trabalho policial e outro sobre a criminologia aplicada à segurança pública. Com tudo isso, ela até ganhou um título de Diplomata amiga do 5° Batalhão.


Ela já esteve como pesquisadora em várias unidades como o BOPE, Batalhão de Choque, em UPPs entre outras e tem uma visão de defesa dos direitos dos policiais assim como também é fã do projeto de Polícia Comunitária.
Mas ela também tem críticas: Ela não tolera qualquer tipo de comportamento abusivo e violento por parte da polícia e sabe que essa mudança deve vir aos poucos.
“A segurança pública tem muito o que melhorar, um policial convencional não tem o mesmo treinamento que um policial do bope por exemplo, sabe? O treinamento deveria ser igual para todos, para um combate fácil.
Eu acredito em uma polícia que chega numa mediação de conflito com calma, não uma polícia que mata, como estamos acostumados a ouvir.
Comigo funciona na base da mediação, você tem que saber falar com os dois lados. É dois pesos e duas medidas, você não pode pender para um lado só. Se errou, tem que pagar. Mas quando no país que vivemos, o erro é escancarado mas o “acerto” não, quando se faz a coisa certa, isso passa despercebido e sem nenhum reconhecimento. O sistema é falho, muita coisa ainda precisa mudar. A estrutura e a preparação por exemplo é uma delas.”
Thalía também participa de projetos sociais atuando como voluntária e dá aula de ballet em um morro de Santa Teresa



Quem quiser seguir a jovem no Instagram só seguir @euthaliamaravilha
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