A atuação do Covid-19 nas gestantes ainda é um tema cercado de dúvidas. Segundo estudo publicado no periódico acadêmico Ultrasound in Obstetrics & Gynecology (UOG), na Inglaterra, os número de partos prematuros cresceu em 50% no período da pandemia.
Para a médica-diretora do Vida –Centro de Fertilidade, Maria Cecília Erthal, este aumento não é uma coincidência. “Talvez, a principal explicação seja que muitas das grávidas que adquiriram a infecção, no ultimo trimestre da gravidez, tiveram os sintomas de uma forma mais grave, acarretando em um comprometimento maior do seu estado geral de saúde. Interromper prematuramente a gestação pode diminuir os riscos para o bebê.”
As complicações respiratórias causadas pelo coronavírus nos últimos meses de gravidez estão relacionadas a dificuldade de respiração que a gestante já apresenta naturalmente neste período. A médica explica que, no terceiro trimestre da gravidez, existe uma diminuição de troca da área gasosa do pulmão da gestante, isso acontece porque o pulmão está com uma área reduzida.
“O volume do útero ocupa muito espaço no abdômen, ele empurra o diafragma e diminui o espaço que o pulmão tem para ficar inflado, cheio. Por isso, a mulher grávida, principalmente no terceiro trimestre, respira de forma curta e frequente ela não consegue expandir completamente o tórax”, afirma.
A Dra Maria Cecília Erthal orienta o total isolamento das grávidas nesse período de pandemia. Uso de máscara, lavar as mãos a cada hora, uso do álcool em gel, evitar contatos físicos como beijo, braço, aperto de mão. Cuidados com a higiene da casa também são muito importantes. Todas as precauções devem ser tomadas para evitar o contágio e, consequentemente, qualquer tipo de complicação na gestação como o parto prematuro.

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