A delação em que Sérgio Cabral aponta que o Grupo Globo através da Fundação Roberto Marinho obteve privilégio em licitação para uso de espaço público, assim como aconteceu na prefeitura de Eduardo Paes nos faz relembrar que o ex-governador foi apoiado do início ao fim pela cúpula da emissora apesar dos crimes e do fiasco da sua gestão.
Entrevistas amigas, o apoio cego ao projeto das Upps, o pouco caso as primeiras denúncias feitas sobre Adriana Ancelmo e também sobre a farra dos guardanapos mostravam que o apoio era para um bem maior: o poder.
Também declarações eugenistas, racistas e preconceituosas foram toleradas. Exemplo foi quando Cabral disse que a Favela da Rocinha era, segundo ele, “fábrica de marginais”. A Globo relativizou e escondeu de seus telejornais a declaração, publicada com destaque pela FOLHA DE SÃO PAULO
Disse que Cabral era a favor do aborto para diminuir a violência. Como se uma coisa tivesse a ver com a outra.
Em O Globo, somente Chico Alencar se manifestou de forma veemente

Pior que isso foi a “repercussão” que teve
No dia seguinte, ele mudou de ideia mas disse que era a favor do debate sobre o aborto
Nada sobre a declaração sobre a Rocinha
As opiniões pegas pelo G1 também foram nessa direção. Sobre o aborto. Zero sobre a declaração eugenista
A Folha noticiou direito a história assim como a Veja
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2510200701.htm
A questão passou longe do aborto, que virou discussão. Mas declarar que o aborto deve ser feito por classificar a questão a segurança pública dizendo que uma favela é fábrica de marginais é desumano e cruel.
Cabral hoje tem mais processos que vários líderes do tráfico.
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/19/politica/1503103959_365853.html
Hoje, a Globo é crítica da delação de Cabral e o trata como criminoso que ele é.
Os tempos são outros. Hoje uma declaração como essa seria uma bomba e teria prejuízos sérios para sua popularidade. Em 2010, ele ganhou no primeiro turno contra Gabeira com a fama das Upps, apoiada pela Globo.
Que a Globo entenda que ela não deve só fazer jornalismo contra seus inimigos e sim com todos
Maior que o arrependimento sobre a edição do debate de 1989, seja o apoio cego a Sérgio Cabral que se estendeu a Pezão, Dornelles…
Cabral hoje está na cadeia e não sairá talvez nunca mais.
Quem é o marginal mesmo?
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