A deputada e ex-delegada Martha Rocha relatou aos jornalistas que sofreu três ameaças de morte antes do atentado da manhã de hoje que sofreu.
” Recebi essas três denúncias que diziam que um segmento da milícia planejava atingir autoridades, dentre elas, em letras garrafais, estava o meu nome. Em reunião com os generais Braga Neto e Richard Nunes, eu disse que desejava uma análise de risco para dizer se as notícias tinham ou não fundamento. E comprei, em virtude dessas informações, um carro blindado de minha propriedade no fim do ano”, contou a deputada.
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Como resposta, Martha Rocha recebeu do antigo subchefe operacional da Polícia Civil o oferecimento de uma escolta por um mês. “Eu respondi que queria tão somente uma análise de risco, porque também não entendo o que é oferecer uma escolta por apenas um mês. Depois disso não fui mais procurada”.
Questionada se houve negligência por parte da administração anterior de segurança no Rio, a deputada disse que a Polícia Civil que deve explicar. “Se houve ou não algum tipo de ausência de cuidado quem tem que explicar são eles, até porque eu não sei qual é a motivação desse fato. A Polícia Civil inteira sabe que na minha atuação como delegada, enfrentei a milícia”, ponderou ela.
O motorista, subtenente reformado da PM, Geonisio Medeiros passa bem e já recebeu alta.
O diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, disse que ainda é cedo para dizer se foi um atentado ou não.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DH). Perícia foi realizada no local. Diligências estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias do caso. O governador Wilson Witzel ciente do caso enviou ao hospital, o secretário da polícia civil Marcus Vinicius Braga.
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