Tudo sobre o novo filme “Aquaman”

Reportagem de Daniel Mattoso

Quando se fala em Aquaman, o que se vem na lembrança? Um personagem de histórias em quadrinhos, com um incrível collant laranja, que pode respirar dentro d´água e que fala com peixes. Basicamente é isso que recordamos do personagem.

Criado na década de 40, na revista “More Fun Comics” Aquaman só ganhou destaque no final dos anos 60, quando começou a estrelar as revistas em quadrinhos, na chamada “Era de Prata”. Antes disso, era visto como um coadjuvante em outras histórias.

Quando o desenho Super Amigos estreou (Super Friends no original), ele era um membro fixo, naquela reunião de super heróis da DC Comics. E basicamente ele era usado em aventuras marítimas, sempre montado seu cavalo marinho.

Os anos se passaram e na década de 90, o personagem foi revitalizado e ganhou uma abordagem mais séria e revoltada. Seus cabelos cresceram, sua violência também e ganhou um arpão para substituir uma de suas mãos que tinha sido decepada por um vilão.

E é nessa referência que o filme “Aquaman (2018)” retrata. Utilizando elementos recentes como a fase Nova 52, o filme nos conta uma história linear, simples e com um tom de aventura meio “Indiana Jones” com “Velozes e Furiosos”.

O filme começa com a história de amor entre a rainha atlante Atlanna (a sempre linda Nicole Kidman) e um pescador. Ela foge da civilização perdida de atlântida pois foi obrigada a se casar e se envolve com o simples pescador. Eles têm um filho, Arthur, um ser híbrido. Ela é encontrada pelos guardas da antiga civilização e retorna com eles, deixando seu filho com o pescador.

Anos mais tarde, Arthur (Jason Momoa) percebe seus dons incomuns. Pode respirar dentro d´água e ainda se comunicar com animais da vida marinha. E passa a ser um justiceiro dos mares. Em um de seus salvamentos, cruza com o homem que viria a ser seu pior inimigo, o Manta Negra.
Ele é procurado por Mera (Amber Heard), uma princesa atlante que tenta impedir que Orm (Patrick Wilson) declare guerra à humanidade. Juntos iniciam uma busca por um místico tridente que dará controle aos sete mares de Atlântida.

Histórias envolvendo mares são escorregadias. “Waterworld”, filme com Kevin Costner e Dennis Hopper, foi um fracasso de bilheteria. “Aquaman” está indo muito bem e promete fazer uns milhões aos cofres da Warner. O grande barato do filme é como o diretor James Wann criou os reinos de atlântida, com criaturas marinhas, como o povo caranguejo.

O filme é extremamente divertido, épico, com grandiosas batalhas e uma pitada de arqueologia com a busca do tridente, por cavernas subterrâneas. Quando a ordem é ação, o filme não faz feio e tem cenas típicas de perseguição e combates fantásticos. Destaque para a batalha de tridentes entre os irmãos.

Aquaman é o filme divertido que a DC precisa. Leve, bonito, aquático e bem desenvolvido, com um ótimo elenco de apoio como Willen Dafoe e Nicole Kidman. Para alguns, o filme vai parecer longo demais. E realmente é, pois ele gasta muitas fichas em um único longa. Os dois principais vilões foram escalados, dando a entender que numa eventual continuação, será um destes que retomará a ação.

Jason Momoa entrega uma excelente caracterização, dentro do que foi solicitado. Um ponto alto para o público fã de super heróis e ainda mais para a DC que estava precisando dar uma refrescada em seus filmes, que vem de diversos fracassos de crítica, como “Batman vs Superman”, “Liga da Justiça” e “Esquadrão Suicida”.

E sim, no filme há uma cena em que Aquaman monta o cavalo marinho exatamente como nos desenhos do Super Amigos. E é fantástica.

Nota 8.5

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