Moradores do Morro da Boa Esperança, na Região Oceânica de Niterói, fizeram, na tarde deste sábado (17), um culto e uma missa em memória dos feridos, desabrigados e das 15 vítimas fatais do desabamento ocorrido na comunidade há uma semana. A cerimônia foi realizada no próprio local da tragédia.
Onze pessoas foram retiradas dos escombros com vida e 22 famílias ficaram desabrigadas, sendo obrigadas a ir para a casa de parentes.
A Prefeitura de Niterói informou que era difícil prever o deslizamento. Porém, em 2017 a administração municipal recebeu um mapeamento feito pelo Serviço Geológico do Brasil informando que o Morro da Boa Esperança era uma área de alto risco e ignorou solenemente o estudo.
Um vídeo de 2016, feito pouco depois do deslizamento de parte de uma encosta onde o acidente do último sábado (10) aconteceu, mostrava um barranco desabado.
Moradores disseram que uma equipe da Defesa Civil esteve no Morro da Boa Esperança no fim do ano passado. A empresa contratada pela prefeitura para fazer o mapeamento dos pontos de risco constatou deslizamentos e erosão naquele ponto e sugeriu a realização de uma obra.
ESCOMBROS AINDA SÃO RETIRADOS
Por enquanto, estão sendo demolidos barracos no Morro que estavam afetados pela tragédia. Apesar disso alguns imóveis terem aviso de interdição, alguns moradores permanecem nas casas. Por conta disso, agentes da Defesa Civil e da Assistência Social ainda fazem rondas nas residências para tentar explicar à população o perigo de permanecer nos locais interditados. Uma casa, localizada bem ao lado da tragédia, e que foi atingida por escombros, ainda era utilizada como residência até a manhã de sexta, quando agentes realizaram a visita.
A Prefeitura de Niterói informou ao jornal O FLUMINENSE que 20 famílias atingidas pela tragédia estão sendo abrigadas em casas de parentes. Apenas duas famílias aceitaram permanecer em um abrigo municipal. As vítimas da tragédia aguardam o pagamento do aluguel social de R$ 1.002 prometido pelo Executivo para a próxima semana. O benefício será pago, por enquanto, a 22 famílias por um ano, porém o número pode aumentar de acordo com o trabalho da Defesa Civil do município.
Até o fechamento desta edição, o Poder Executivo não havia respondido sobre o andamento dos trabalhos de remoção da encosta deslizada e sobre a quantidade de material removido. O Executivo também não informou se o número de interdições aumentou nos últimos dias, já a Defesa Civil continua atuando na comunidade.
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