Antigo prédio do IBGE na Mangueira será implodido neste domingo

O antigo prédio do IBGE, na Rua Visconde de Niterói, na Mangueira, Zona Norte do Rio, que abrigava 210 famílias será implodido neste domingo, 13 de maio, às 7h. No lugar, será construído um empreendimento do Minha Casa Minha Vida.

As 210 famílias que viviam no edifício – que apresentava riscos estruturais – foram cadastradas pela Prefeitura e, enquanto aguardam pela casa própria, receberão aluguel social, no valor de R$ 400 mensais.

Essas famílias já receberam dois meses de aluguel e foram cadastradas em programas sociais da Prefeitura. O outro prédio do IBGE no mesmo terreno, de frente para a Rua Visconde de Niterói, será demolido mecanicamente (com máquinas).

A implosão vai envolver equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, CET-Rio, Centro de Operações (COR), Assistência Social e Comlurb, além de efetivos da Polícia Militar. Serão usados 150 quilos de explosivos na detonação do imóvel.

O prédio corria risco de incêndio e de desabamento por ruína, segundo avaliações de técnicos da Subsecretaria de Habitação e laudos da Defesa Civil Municipal. Os moradores subdividiam os espaços e improvisavam moradia em área que não era residencial, onde removeram vigas, paredes e até colunas para adaptar cômodos. O fornecimento de energia nos andares se dava por meio de ligações clandestinas, o que gerava risco de curto circuito. A água era coletada de canos da Cedae do solo por meio de mangueiras, latas e baldes. Havia também um chuveiro público onde os ocupantes do imóvel tomavam banho em uma área coletiva compartilhada no primeiro andar.

A Defesa Civil esteve no local várias vezes e fez relatórios sobre a situação do prédio. Os laudos constataram, além das instalações elétricas irregulares, uso indevido de botijões de GLP em pequenos ambientes, sem ventilação; risco de queda nas caixas dos elevadores que estavam sem portas; infiltrações em paredes e teto; e deformação acentuada em laje de concreto armado com grande vão que apresenta ferragens expostas.

INTERDIÇÕES

No domingo, entre 6h e 8h, a Rua Visconde de Niterói será interditada em ambos os sentidos, entre o Viaduto da Mangueira (Agenor de Oliveira) e a Rua Ana Neri. Técnicos da CET-Rio vão monitorar toda a área impactada pela interdição através de câmeras no Centro de Operações Rio (COR), permitindo que sejam implantados ajustes na programação dos sinais de trânsito com o objetivo de garantir a fluidez do tráfego. Serão utilizados quatro painéis de mensagens variáveis e sete faixas que informarão sobre a interdição e rotas de desvio. A CET-Rio preparou um esquema especial de trânsito nas principais vias do entorno. A operação de trânsito contará com a participação de 30 homens, entre controladores da CET-Rio e guardas municipais, que efetuarão os bloqueios, além de trabalhar para manter a fluidez, ordenar os cruzamentos e orientar pedestres durante todo o período da interdição.

ROTAS DE DESVIO

No período de interdição, os veículos que seguirem pela Rua Senador Bernardo Monteiro, sentido São Cristóvão, serão desviados pela Rua Ana Neri e Rua São Luiz Gonzaga. Já os carros que seguirem pela Avenida Marechal Rondon, sentido Centro, deverão seguir pela Avenida Radial Oeste, sem a opção de acessar o Viaduto da Mangueira. O acesso à região de São Cristóvão e Benfica deverá ser feito pelo Viaduto de São Cristóvão. Os veículos que seguirem pela Avenida Visconde de Niterói, sentido Benfica, serão desviados pelo Viaduto da Mangueira. Quem desejar seguir para Benfica poderá acessar as Ruas São Francisco Xavier, Santos Melo, Licínio Cardoso e Ana Neri.

SINAIS SONOROS

Serão acionados cinco toques de sirenes. O primeiro às 6h30, quando haverá o bloqueio total das vias. O segundo às 6h50, com inspeção final da área evacuada, seguido do terceiro, às 6h55, que é o toque de atenção. Às 7h haverá o quarto toque e acontece a implosão. O quinto e último toque acontece às 7h15 e determina a liberação da área após a checagem dos técnicos. Cerca de 2.200 moradores de áreas próximas terão que deixar suas casas e ficarão em um posto operacional próximo da Rua Visconde de Niterói. A previsão de retorno dos moradores para suas casas é entre 8h e 8h30.

CONDIÇÕES ERAM PÉSSIMAS

Algumas reportagens desde 2013 da Globo e da Record mostraram a situação degradante que viviam os moradores deste prédio. Assim como ele, outro prédio, o da antiga Bloch Editores, da Revista Manchete também foi implodido em 2012 para também dar espaço a moradias populares.

Nenhuma pessoa merece viver em situação como essa, extremamente ruim e degradante. É desumano. Espero que a partir disso e dessa construção que as pessoas tenham um lugar mais digno para viver.

Estarei acompanhando neste domingo pela manhã a implosão do prédio.

Fotos: Divulgação

Foto antiga do prédio

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