Cresci em lar petista. Antes de entender o que era a vida e a a história, me dei ao luxo de observar muita coisa. Ouvia minha avó, avô, pai e tia falando sempre de um cara que eles gostavam muito. O tal cara tinha nome de bicho, me lembro que uma vez, voltando de um fim de semana na casa da vovó Marlene, perguntei pra minha mãe quem era o amigo Lula da vovó. Minha mãe riu e não me explicou. Depois disso, passei a prestar ainda mais atenção nas histórias.
Na casa da minha avó, tem foto do Lula, sim. Minha tia guarda com o maior orgulho uma foto deles dois, que ele beija a testa dela… é até uma fotografia bem parecida com essa que eu to postando. Eu não sei da onde surgiu esse direcionamento político dos Fonseca, mas sou grata por ele.
Cresci um pouco, passei a votar, a entender o que acontecia no Brasil, a me posicionar politicamente. Não votei no Lula, não tinha idade ainda. Mas votei na Dilma. Voto em quem Lula apoiar em 2018. Voto pela dignidade de um povo que nunca foi ouvido. Voto para que o Nordeste tenha voz, energia elétrica, água e comida. Voto para que saiamos da linha de pobreza. Voto porque não penso somente nos meus benefícios e sim, nos do país e principalmente dos menos favorecidos.
Voto a favor de projetos sociais, que tirem do brasileiro o arder de um estômago que não vê comida há dias.
Certa vez, discutindo política com um colega de trabalho, consegui destruir os argumentos anti PT dele com a seguinte frase: “como você consegue dormir sabendo que tem brasileiro, adultos e crianças, morrendo de fome?” A gente não precisa sair do Rio de Janeiro pra encontrar essa realidade. Saiam das casinhas. Esse discurso todo que vocês estão vendo é lindo. Teve Supremo e tudo. O que vem depois é pior, muito pior do que a fome. É a morte: sua, do Brasil e da democracia.
Obrigada, vó, pelo aprendizado.
#lulavalealuta
Constância Garcia é jornalista
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