A executiva do Rio de Janeiro do Partido Socialismo e Liberdade, o PSOL manifestou repúdio a matéria publicada na capa do Jornal do Brasil nesta segunda afirmando que a irmã de Marielle Franco seria candidata a deputada estadual pelo Rio de Janeiro.
A matéria é essa:
Coluna de Jan Teophilo
Passados os primeiros dias da execução da vereadora Marielle Franco, os bruxos que mexem o caldeirão das articulações do PSOL já tratam de pensar o futuro. A primeira providência é lançar Anielle Silva, irmã de Marielle, candidata a deputada estadual e puxadora de legenda do partido. Há um consenso que a tragédia apresenta grandes oportunidades, desde que se consiga fazer a rapaziada caminhar junta em alguma direção. O problema, para quem não entende do riscado, é que o PSOL mais parece uma zona eleitoral. A legenda consegue ser tão subdividida quanto o PT dos anos 80. Só em correntes internas já existem pelo menos seis: União Socialista; Comuna; Subverta; Comunismo e Liberdade; Liberdade Socialismo e Revolução; e Insurgência. Há ainda mais três correntes oriundas de rachas do PSTU: Movimento de Esquerda; Movimento ao Socialismo; e Movimento Operário Socialista. Isso naturalmente se nada tiver mudado até o fechamento desta edição. “Agora não cabe mais esse tipo de disputa”, diz um dos dirigentes do partido. “A dor unifica”.
Vamos a resposta da executiva estadual do PSOL
QUE VERGONHA JB!
“JB MENTE: IRMÃ DE MARIELLE NÃO É CANDIDATA
Indignação é, com toda a certeza, uma palavra insuficiente para descrever o sentimento diante da manchete de capa do Jornal do Brasil desta segunda-feira. A exploração da dor, do luto, e da revolta legítima de milhões de pessoas para emplacar uma chamada fantasiosa a respeito de supostas pretensões eleitorais da irmã de Marielle Franco é um exemplo chocante do pior tipo de prática jornalística. É desrespeitoso com a família, é desrespeitoso com amigas e amigos de Marielle, e é desrespeitoso com a militância do Partido Socialismo e Liberdade, que tem vivido de forma extremamente dura e sofrida o episódio mais brutal de sua história.
Não há nem nunca houve uma conversa de dirigentes do partido sobre a possibilidade de candidatura de Anielle. Qualquer movimento neste sentido não seria apenas insensível — seria absolutamente incondizente com o tipo de construção na qual este partido acredita.
Nós não exploramos a dor, não exploramos o luto — quem o faz é o jornal, que alça um factóide à condição de manchete de capa. Repudiamos veementemente a acusação baixa de que haveria “um consenso que a tragédia apresenta grandes oportunidades”. Não deixaremos que nossa dor seja desrespeitada deste modo. Nossos militantes e dirigentes estão unidos em um só sentimento de luto pelo atentado contra a nossa companheira, e demandam deste jornal o mínimo de respeito e de responsabilidade profissional que deve ser esperado em momentos como este.
EXECUTIVA ESTADUAL
PSOL RIO DE JANEIRO“
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