Obrigado por criticar! 

Creio que o tal do Dudu Camargo consolidou nessa semana o seu sucesso. Toda a polêmica colocou seu nome 10 vezes mais em evidência e tenho certeza que ele só tem o que agradecer. Polêmica dá audiência, criticas também! Só por conta da polêmica com a Maisa o seu número de seguidores e aparições na mídia tiveram um crescimento absurdo.

Me lembra o caso daquela empresa que vende móveis e em seus anúncios colocava uma mulher sensualizando e por isso alguns grupos se juntaram para avaliar mal a empresa e buscar sujar sua imagem nas redes sociais. Resultado: A empresa assumiu ainda mais uma postura “politicamente incorreta” e dobrou seu faturamento conseguindo divulgação gratuita.

No festival de cinema de pernambuco, cineastas e artistas de esquerda promoveram protestos e boicotes por conta da presença do filme Jardim das Aflições, baseado na obra e com a presença do professor Olavo de Carvalho. Mais uma bela divulgação!

Na politica muitos exemplos se somam, mas destaco o presidente Trump nos Estados Unidos e o Bolsonaro no Brasil. Bem antes da eleição do Trump, quando sua candidatura ainda era ridicularizada e as pessoas indecisas que concordavam com alguns de seus posicionamentos eram atacadas com chiliques, escrevi um texto dizendo porque Trump poderia vencer a eleição. Trump seria eleito por seus opositores. A oposição não conhecia seu “inimigo” e fugia do diálogo.

No Brasil o Bolsonaro conseguiu criar seu nome em cima das polêmicas e criticas que suas posições causaram na mídia e na oposição. Quanto mais atacavam mais ele crescia, até porque sua oposição entende muito pouco sobre o povo brasileiro. Tem alguma dúvida? É só você pensar se antes da polêmica do “kit gay” e da briga com a Maria do Rosário seria possível cogitar que Bolsonaro seria um candidato forte numa disputa presidencial. Um fato curioso que observei essa semana foi uma paródia sobre o deputado com a música “Faroeste Caboclo” feita por uma página opositora dele com intenção de ridicularizar o tal deputado. Quem é definitivamente contra o Bolsonaro adorou e compartilhou o vídeo dizendo “olha como esse cara é um lixo”, mas quem é a favor de Bolsonaro compartilhava o mesmo vídeo dizendo “olha como Bolsonaro é demais”, inclusive o próprio filho dele. Era comum comentários agradecendo a página pela propaganda. Acredito que você encontra o tal vídeo hoje muito mais facilmente em canais e páginas de apoio ao Bolsonaro que o contrário. Numa outra polêmica Bolsonaro homenageou o coronel Ustra na votação do impeachment de Dilma Rousseff. Batata: curtidas a páginas relacionadas a Ustra cresceram mais de 3000% , o que também impulsionou as vendas do livro “A verdade sufocada” escrito pelo coronel, popularizando ideias que com certeza sua oposição não gostaria que fossem popularizadas.

Um comerciante que vende lanches em uma Kombi teve seu veículo de trabalho pichado com a seguinte frase: “Não compre aqui, ele é anti-PT e fala mal de petista!” O comerciante não apagou a pichação e seu negócio desde então vive abarrotado de clientes.

Criticas e polêmicas podem sim “acabar” com imagens e pessoas, e isso acontece na mídia, na politica e no mercado constantemente, mas é algo muito raro se comparado com o inverso em casos onde a popularidade é fundamental, principalmente quando os críticos e criadores de polêmica agem muito mais no emocional do que avaliam os efeitos e anseios do público. Na maioria das vezes “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”, se aplica com maestria!

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*