Como ser um líder que influencia, por Ricardo Veríssimo




O que um líder precisa ter para ser um grande influenciador de sua equipe? Muitos autores vêm dando resposta a essa pergunta durante séculos e são muitas as dicas. Eu tenho uma visão do que acredito ser a melhor forma de influenciar liderados e ela passa por um conjunto de ações e reações. Quando o assunto é lidar com pessoas existem modelos, mas não regras, o que estimula uns positivamente pode ser a mesma coisa que estimula negativamente outra pessoa.

A melhor dica que posso dar é: Conheça seus liderados um-a-um. Ricardo, isso é impossível eu tenho uma equipe gigante de mais de cem pessoas! Então conheça as pessoas chaves que influenciam cada grupo de liderados, seja ele um superior ou não. Influência não está ligada a cargo hierárquico e sim a capacidade de fazer com o grupo faça o que você quer. Já conheci pessoas com menor cargo dentro de uma empresa, que eram capazes de convencer até mesmo seus superiores a fazerem o que eles queriam.

Faça o que falo e não o que eu faço:,não funciona sem imposição de poder, logo se você quer ser um grande líder jamais use de imposição como primeiro recurso, um bom líder comanda pela autoridade e não pelo poder, autoridade é conquistada e poder é imposto. Uma palavra pode motivar, mas o exemplo motiva muito mais.

Comprometimento com pessoas e não com causas, ninguém veste a camisa do time adversário. Os grandes líderes tinham sempre uma causa a ser alcançada, mas não atropelavam as pessoas para alcança-las. Antes da causa eles eram comprometidos com os desejos e anseios de cada um. Isso fazia com que levassem as pessoas a alcançarem seus desejos e mesmo assim atingir a sua causa. Como? Alinhando objetivos, cedendo e fazendo entender que às vezes é preciso soltar um pouco a corda para depois puxar. Motivando principalmente as pessoas para seus objetivos individuais, mas sempre tendo foco também nos objetivos globais da organização.

Muitos líderes confundem senso de urgência com senso de emergência. Emergência é aquilo que se alguém não fizer a outra pessoa morre, ou em uma organização, se alguém não fizer a empresa vai à falência. Trabalhar sobre o senso de emergência é loucura e só faz com que qualquer profissional vire um bombeiro, atacando somente o fogo e nunca o foco do fogo. Um líder sabe ter senso de urgência, pois, quando se trata a urgência chega-se ao foco evitando à emergência. Quando existe uma emergência é sinal que se descuidou da urgência, ou seja, houve falta de planejamento e organização. Um bom líder conhece sua equipe e seu ambiente, conseguindo antecipar ao máximo as urgências, pois, tendo um bom planejamento é possível evitar muito problemas. 80% dos problemas de uma organização advêm da falta de comunicação eficaz entre as pessoas. A mensagem é a mesma, muitas das vezes, mas os entendimentos são diferentes.

Premiar as pessoas por mérito e não por conhecimento, por resultados e não por produção. As maiores organizações que tive o prazer de conhecer, não estavam muito preocupadas com quantos títulos seus colaboradores tinham na parede quantas horas de produção eles eram capazes de gerar, mas sim com os resultados. Muitas pessoas podem produzir mais em menos tempo. Muitas pessoas com menos títulos acadêmicos tem potencial maior que as cheias de títulos. Meu melhor colaborador é sem sombra de dúvidas o que menos tem títulos acadêmicos. Ter a capacidade de trabalhar e pensar fora dos padrões habituais é que faz grandes líderes. Quem quiser exemplos Brasileiros disso, aprofundem suas pesquisas sobre alguns líderes como: Silvio Santos, Amador Aguiar (Fundador do Bradesco), Beto Sicupira e Marcel Telles. Alguns homens que trabalharam bem a meritocracia e alguns deles não têm grandes títulos acadêmicos.

Foco no problema e não nos culpados, um bom líder primeiro busca solucionar problemas e depois procura saber quem foram os culpados. Uma empresa que tem pessoas que mais parecem caçadores de bruxas à líderes de equipes, não faz com que o ambiente seja propício uma equipe motivada para ter sucesso.

Grandes líderes possuem senso de obediência e lealdade, essa última coisa rara nos dias de hoje. Muito profissionais querem comandar, mas são péssimos em obedecer. Se quiseres comandar aprende a servir. Se quiseres comandar pessoas, entenda como comandar, influenciar, deve saber como é estar do outro lado, pensar como pensa um liderado e sentir o que sente um liderado. Ter empatia, a capacidade de vestir o sapato do outro, ou seja, sentir a dor do outro. Ninguém seguirá um líder que não se importa com seu liderado. Você jamais será leal e obedecerá de bom grado a quem está se lixando para você.

http://www.ricardoverissimo.com.br

Ricardo Veríssimo é consultor, administrador, palestrante, professor universitário, empresário, radialista e escritor de diversos livros. Detendor do Selo Empreendedor Sustentável concedido pelo programa internacional LiveWire (no Brasil, Iniciativa Jovem) com a chancela da UNESCO. Já escreveu 3 livros sobre o tema empreendedorismo: 20 regras de sucesso do Pequeno Empreendedor, Chefe Zero – Agite se depois de usar e uma participação no livro Pessoas Comuns, Resultados Extraordinário




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Sobre Leonardo Oliveira Brito 542 Artigos
Estudante na formação, jornalista na alma e na prática. Passou pela Agência Jovem de Notícias durante a Rio+20, foi repórter do projeto CDD NA TELA, ainda passou pelos sites Destino ATW, Na Tijuca, Carnavalesco e SRZD cobrindo de forma destacada os Carnavais de 2015, 2016 e 2018 e foi integrante do exitoso projeto de jornalismo comunitário da REDE GLOBO, Parceiros do RJ entre 2013 e 2014. Autor do Blog do Léo desde 2016, se viu na função e na obrigação de criar um novo veículo, diante da lacuna que a cidade enfrenta e da crise, superada pelo trabalho.

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